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QUINTA-FEIRA DEPOIS DE PENTECOSTES

37. NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, SUMO E ETERNO SACERDOTE

Memória

– Jesus, supremo Sacerdote para sempre.

– A alma sacerdotal de todos os cristãos. A dignidade do sacerdócio.

– O Sacerdote, instrumento de unidade.

Toda a Igreja participa da missão redentora de Cristo Sacerdote. Por meio dos sacramentos da iniciação cristã, os fiéis leigos participam do sacerdócio de Cristo e habilitam-se a santificar o mundo através das suas tarefas seculares. Os presbíteros, de um modo essencialmente diferente – diferente não apenas em grau –, participam do sacerdócio de Cristo e são constituídos medianeiros entre Deus e os homens, especialmente pelo Sacrifício da Missa, que realizam in persona Christi. Hoje é um dia em que devemos rezar de maneira especial por todos os sacerdotes.

I. O SENHOR JUROU e não se arrepende: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec1.

A Epístola aos Hebreus define com exatidão o sacerdote quando diz que é tomado dentre os homens e constituído em favor dos homens naquelas coisas que dizem respeito a Deus, a fim de oferecer oblações e sacrifícios pelos pecados2. Por isso, o sacerdote, mediador entre Deus e os homens, está intimamente ligado ao Sacrifício que oferece, pois este é o principal ato de culto: nele se expressa a adoração que a criatura tributa ao seu Criador.

No Antigo Testamento, os sacrifícios eram oferendas que se faziam a Deus, em reconhecimento da sua soberania e em agradecimento pelos dons recebidos, mediante a destruição total ou parcial da vítima sobre um altar. Eram símbolo e imagem do autêntico sacrifício que, chegada a plenitude dos tempos, Jesus Cristo ofereceria no Calvário. Constituído Sumo Sacerdote para sempre, Jesus ofereceu-se naquele momento como Vítima gratíssima a Deus, de valor infinito: quis ser ao mesmo tempo sacerdote, vítima e altar3.

No Calvário, Jesus fez a oferenda de louvor e ação de graças mais grata a Deus que se pode conceber; foi um sacrifício tão perfeito que não se pode pensar em outro maior4. Ao mesmo tempo, levou a cabo uma oferenda de caráter expiatório e propiciatório pelos nossos pecados. Uma só gota do seu Sangue teria sido suficiente para redimir todos os pecados da humanidade de todos os tempos.

Agora, Cristo continua no Céu sempre vivo para interceder por nós5. “Jesus Cristo é verdadeiramente sacerdote, mas sacerdote para nós, não para si próprio, ao oferecer ao Pai Eterno os desejos e sentimentos religiosos em nome de todo o gênero humano. É igualmente vítima, mas para nós, ao oferecer-se a si próprio em lugar do homem sujeito à culpa. Pois bem, aquelas palavras do Apóstolo: Tende nos vossos corações os mesmos sentimentos de Cristo Jesus exigem que todos os cristãos reproduzam nas suas vidas, tanto quanto é possível ao homem, aquele sentimento que o divino Redentor tinha quando se ofereceu em sacrifício, isto é, que imitem a sua humildade e elevem à Suma Majestade de Deus a sua adoração, honra, louvor e ação de graças. Exigem, além disso, que de alguma maneira adotem a condição de vítimas, abnegando-se a si próprios conforme os preceitos do Evangelho, entregando-se de maneira voluntária e alegre à penitência, detestando e confessando cada um dos seus pecados [...]”6. Este é hoje o nosso propósito.

II. TODA A IGREJA PARTICIPA da missão redentora de Cristo Sacerdote, “e o seu cumprimento é confiado a todos os membros do Povo de Deus que, pelos sacramentos da iniciação, se fazem partícipes do sacerdócio de Cristo para oferecerem a Deus um sacrifício espiritual e darem testemunho de Cristo perante os homens”7.

Além dos presbíteros, todos os fiéis leigos participam, pois, do sacerdócio de Cristo, ainda que de um modo essencialmente diferente, não apenas quanto ao grau, do dos presbíteros. Com alma verdadeiramente sacerdotal, santificam o mundo por meio das suas tarefas seculares, realizadas com perfeição humana, e procuram em tudo a glória de Deus: a mãe de família, levando adiante as tarefas do lar; o militar, dando exemplo de amor à pátria, o operário e o empregado, trabalhando como devem; o empresário, fazendo progredir a sua empresa e vivendo a justiça social... Todos, reparando pelos pecados que se cometem no mundo, oferecendo a Deus na Santa Missa as suas vidas e os seus trabalhos diários.

Os sacerdotes – bispos e presbíteros – foram chamados expressamente por Deus “não para se separarem, quer do povo, quer de homem algum, mas para se consagrarem totalmente à obra para a qual o Senhor os assume. Não poderiam ser ministros de Cristo se não fossem testemunhas e dispenseiros de outra vida que não a terrena, como também não poderiam servir aos homens se se mantivessem alheios à existência e condições de vida dos mesmos”8. O sacerdote foi assumido dentre os homens para ser investido de uma dignidade que causa assombro aos próprios anjos, e é novamente devolvido aos homens para servi-los especialmente naquelas coisas que dizem respeito a Deus, com uma missão de salvação peculiar e única.

O sacerdote faz em muitas circunstâncias as vezes de Cristo na terra: tem os poderes de Cristo para perdoar os pecados, mostra o caminho do Céu..., e sobretudo empresta as suas mãos e a sua voz a Cristo no momento sublime da Santa Missa. Não há dignidade comparável à do sacerdote. “Somente a divina maternidade de Maria supera este divino ministério”9.

O sacerdote é, pois, “instrumento imediato e diário dessa graça salvadora que Cristo nos conquistou. Se o compreendemos, se o meditamos no silêncio ativo da oração, como podemos considerar o sacerdócio uma renúncia? É um lucro que não se pode calcular. A nossa Mãe Santa Maria, a mais santa das criaturas – mais do que Ela, só Deus –, trouxe Jesus Cristo ao mundo uma vez; os sacerdotes trazem-no à nossa terra, ao nosso corpo e à nossa alma, todos os dias: Cristo vem para nos alimentar, para nos vivificar, para ser, já desde agora, penhor da vida futura”10.

Hoje é uma dia para agradecermos a Jesus um dom tão grande. Obrigado, Senhor, pelas chamadas ao sacerdócio que diriges diariamente aos homens! E fazemos o propósito de tratá-los com mais amor, com mais reverência, vendo neles Cristo que passa, que traz o mais precioso de todos os dons que um homem pode desejar: a vida eterna.

III. SÃO JOÃO CRISÓSTOMO, bem consciente da dignidade e da responsabilidade dos sacerdotes, resistiu a princípio a receber o sacramento da ordem, e justificava-se com estas palavras: “Se o capitão de um grande navio, cheio de remadores e carregado de preciosas mercadorias, fizesse com que eu me sentasse ao leme e me mandasse atravessar o Mar Egeu ou o Tirreno, eu resistiria à primeira indicação. E se alguém me perguntasse por quê, responderia imediatamente: porque não quero afundar o navio”11. Mas, como bem compreendeu o Santo, Cristo está sempre muito perto do sacerdote, perto da barca. Ele quis que os sacerdotes se vissem continuamente amparados pelo apreço e pela oração de todos os fiéis da Igreja. “Cerquem-nos de amor filial, como pastores e pais que são – insiste o Concílio Vaticano II –. Partilhando das suas preocupações, auxiliem-nos pela oração e ação tanto quanto puderem, para que possam vencer as suas dificuldades com mais galhardia e cumprir os seus deveres com mais proveito”12; para que sejam sempre exemplares e procurem a raiz da sua eficácia na oração; para que celebrem a Santa Missa com muito amor e cuidem das coisas santas de Deus com o esmero e respeito que merecem; para que visitem os doentes e cuidem com empenho da catequese; para que conservem sempre essa alegria que brota da entrega e que tanto ajuda mesmo os que estão mais afastados do Senhor...

O sacerdote é instrumento de unidade. O desejo do Senhor é ut omnes unum sint13, que todos sejam um, pois todo o reino dividido contra si será destruído e toda a cidade ou casa que perca a sua unidade desabará. Os sacerdotes devem ser solícitos em conservar a unidade14; e esta exortação de São Paulo “refere-se sobretudo aos que foram investidos na ordem sagrada para continuarem a missão de Cristo”15. O sacerdote é quem deve velar mais do que ninguém pela concórdia entre os irmãos, quem deve vigiar para que a unidade na fé seja mais forte que os antagonismos provocados pelas diferenças de idéias em coisas terrenas16. Cabe ao sacerdote, com o seu exemplo e a sua palavra, manter entre os seus irmãos a consciência de que nenhuma coisa humana é tão importante que valha a pena sacrificar-lhe a maravilhosa realidade do cor unum et anima una17 que os primeiros cristãos viveram e que nós temos também de viver. Conseguirá cumprir essa missão de unidade com maior facilidade se estiver aberto a todos, se for apreciado pelos seus irmãos. “Tens de pedir a Deus para os sacerdotes – os de agora e os que virão – que amem de verdade, cada dia mais e sem discriminações, os seus irmãos os homens, e que saibam fazer-se querer por eles”18.

O Papa João Paulo II, dirigindo-se a todos os sacerdotes do mundo, exortava-os com estas palavras: “Ao celebrarmos a Eucaristia em tantos altares do mundo, agradecemos ao eterno Sacerdote o dom que nos deu no sacramento do Sacerdócio. E que nesta ação de graças se possam escutar as palavras proferidas por Maria por ocasião da visita à sua prima Isabel: O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, e o seu nome é santo (Lc 1, 49). Demos também graças a Maria pelo inefável dom do Sacerdócio, pelo qual podemos servir na Igreja a cada homem. Que o agradecimento desperte também o nosso zelo [...]!

“Demos graças incessantemente por isto, com toda a nossa vida, com tudo aquilo de que somos capazes. Juntos demos graças a Maria, Mãe do sacerdotes. Como poderei retribuir ao Senhor todo o bem que me fez? Erguerei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor (Sl 115, 12-13)”19.

(1) Sl 109, 4; Antífona de entrada da Missa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote; (2) Hebr 5, 1; (3) Prefácio Pascal V; (4) cfr. São Tomás, S.Th., III, q. 48, a. 3; (5) Hebr 7, 25; (6) Pio XII, Enc. Mediator Dei, 20-II-1947, 22; (7) A. del Portillo, Escritos sobre el sacerdocio, pág. 39; (8) Conc. Vat. II, Decr. Presbiterorum ordinis, 3; (9) R. Garrigou-Lagrange, La unión del sacerdote con Cristo, Sacerdote y Víctima, 2ª ed., Rialp, Madrid, 1962, pág. 173; (10) Josemaría Escrivá, Amar a Igreja, págs. 73-74; (11) São João Crisóstomo, Tratado sobre o sacerdócio, III, 7; (12) Conc. Vat. II, op. cit., 9; (13) Jo 17, 21; (14) Ef 4, 3; (15) Conc. Vat. II, Decr. Unitatis redintegratio, 7; (16) cfr. F. Suárez El sacerdote y su ministerio, Rialp, Madrid, 1969, págs. 24-25; (17) At 4, 32; (18) Josemaría Escrivá, Forja, n. 964; (19) João Paulo II, Carta aos sacerdotes, 25-III-1988.

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