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TEMPO COMUM. DÉCIMA QUARTA SEMANA. QUINTA‑FEIRA

16. A MISSÃO SOBRENATURAL DA IGREJA

– A Igreja anuncia a mensagem de Cristo e realiza a sua obra no mundo.

– A missão da Igreja é de ordem sobrenatural, mas ela não se desentende das tarefas que afetam a dignidade humana.

– Os cristãos manifestam a sua unidade de vida mediante a promoção das obras de justiça e de misericórdia.

I. JESUS CONSUMA A OBRA da Redenção com a sua Paixão, Morte e Ressurreição. Após a sua Ascensão ao Céu, envia o Espírito Santo para que os seus discípulos possam anunciar o Evangelho e fazer com que todos participem da salvação. Os Apóstolos são, assim, os operários enviados à messe pelo seu dono, os servos enviados para chamarem os convidados às bodas, com a recomendação de encherem a sala do banquete1.

Mas, além desta missão, os Apóstolos representam o próprio Cristo e o Pai: Quem vos ouve, a mim me ouve; e quem vos rejeita, a mim me rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou2. A missão dos Apóstolos ficará intimamente unida à missão de Jesus: Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio3. Será precisamente através deles que a missão de Cristo se estenderá a todas as nações e a todos os tempos. A Igreja, fundada por Cristo e edificada sobre os Apóstolos, continua a anunciar a mesma mensagem do Senhor e realiza a sua obra no mundo4.

O Evangelho da Missa de hoje5 narra como Jesus insta com os Doze, que acaba de escolher, para que partam e cumpram a sua nova tarefa. Este primeiro encargo é preparação e figura da missão definitiva que o Senhor lhes confiará depois de ressuscitar: Ide [...], pregai o Evangelho a todas as nações. Eu estarei convosco todos os dias até o fim do mundo6. Até a chegada de Jesus, os Profetas haviam anunciado ao povo escolhido do Antigo Testamento os bens messiânicos, às vezes com imagens adaptadas à sua mentalidade ainda pouco madura para entenderem a realidade que estava próxima. Agora – nesta primeira missão apostólica – Jesus envia os seus discípulos com a missão de anunciarem que o Reino de Deus prometido é iminente e manifestarem os seus aspectos espirituais.

O Senhor concretiza o que devem pregar: O Reino de Deus está próximo. Não lhes diz nada sobre a libertação do jugo romano que oprimia a nação, ou do sistema social e político no qual deviam viver, ou de outras questões exclusivamente terrenas. Cristo não veio para isso, nem para isso foram eles escolhidos. Viverão para dar testemunho de Cristo, para difundir a sua doutrina e participar a salvação a todos os homens.

Foi o mesmo caminho seguido por São Paulo. “Se lhe perguntarmos de que coisas costumava tratar na pregação, ele mesmo as compendiará assim: Julguei não dever saber coisa alguma entre vós a não ser Jesus Cristo, e este crucificado (1 Cor 2, 2). Fazer com que os homens conhecessem mais e mais Jesus Cristo, com um conhecimento que não se detivesse somente na fé, mas se traduzisse nas obras da vida, foi nisso que o Apóstolo se empenhou com todas as energias do seu coração”7.

A Igreja, continuadora no tempo da obra de Jesus Cristo, tem a mesma missão sobrenatural que o seu Divino Fundador transmitiu aos Apóstolos. “A Igreja nasceu com a missão de expandir o reino de Cristo por toda a terra, para a glória de Deus Pai, a fim de tornar todos os homens participantes da redenção salutar e de orientar verdadeiramente através deles o mundo inteiro para Cristo”8. A sua missão transcende os movimentos sociais, as ideologias, as reivindicações de grupos.

II. IDE E PREGAI que o Reino de Deus está próximo. A missão da nossa Mãe a Igreja é dar aos homens o tesouro mais sublime que podemos imaginar, conduzi‑los ao seu destino sobrenatural e eterno principalmente por meio da pregação e dos sacramentos: “Este, e não outro, é o fim da Igreja: a salvação das almas, uma a uma. Para isso o Pai enviou o Filho, e eu vos envio também a vós (Jo 20, 21). Daí o mandato de dar a conhecer a doutrina e de batizar, para que a Santíssima Trindade habite pela graça na alma”9.

O próprio Jesus nos anunciou: Eu vim para que todos tenham vida e para que a tenham em abundância10. O Senhor não se referia a uma vida terrena cômoda e sem dificuldades, mas à vida eterna. Veio libertar‑nos principalmente daquilo que nos impede de alcançar a vida definitiva: do pecado, que é o único mal absoluto. Desse modo, dá‑nos também a possibilidade de superar as múltiplas conseqüências do pecado neste mundo: a angústia, as injustiças, a solidão...; ou de suportá‑las por Deus com alegria, quando não se podem evitar, convertendo a dor em sofrimento fecundo que conquista a eternidade.

A Igreja não toma partido por opções temporais determinadas, como também não o fez o seu Mestre. Aqueles que, sem fé, o viram quase sozinho na cruz, puderam pensar que tinha fracassado “precisamente por não ter optado por uma das soluções humanas: nem os judeus nem os romanos o seguiram. Mas não; foi precisamente o contrário: judeus e romanos, gregos e bárbaros, livres e escravos, homens e mulheres, sãos e enfermos, todos vão seguindo esse Deus feito homem, que nos libertou do pecado para nos levar a um destino eterno, o único em que se cumprirá a verdadeira realização, liberdade e plenitude do homem, feito à imagem e semelhança de Deus, e cuja aspiração mais profunda suplanta qualquer tarefa passageira, por mais nobre que seja”11.

A Igreja tem como missão levar os seus filhos para Deus, para o seu destino eterno. Mas não se desentende das tarefas humanas; pela sua missão espiritual, anima os seus filhos e todos os homens a tomarem consciência da raiz de que provêm todos os males, e insta‑os a pôr remédio a tantas injustiças, às deploráveis condições em que vivem mui-tos homens e que são uma ofensa ao Criador e à dignidade humana. A esperança do Céu “não enfraquece o esforço pelo progresso da cidade terrestre, mas, pelo contrário, dá‑lhe sentido e força. Convém, certamente, distinguir cuidadosamente progresso terrestre e crescimento do Reino, que não são da mesma ordem. No entanto, tal distinção não é uma separação; pois a vocação do homem para a vida eterna não suprime, antes confirma a sua missão de pôr em ação as energias e os meios que recebeu do Criador para desenvolver a sua vida temporal”12.

Nós somos corredentores com Cristo, e devemos perguntar‑nos se levamos aos nossos familiares e amigos o dom mais precioso que temos: a fé em Cristo; e se, ao lado des-te bem incomparável, nos sentimos animados – charitas enim Christi urget nos13, a caridade de Cristo urge‑nos – a promover à nossa volta um mundo mais justo e mais humano.

III. CURAI OS DOENTES, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos...

Já nos começos da Igreja, os fiéis cristãos levavam a fé a todos os lugares, e já a partir daqueles primeiros momentos uma multidão de cristãos “tem dedicado as suas forças e a sua vida à libertação de todas as formas de opressão e à promoção da dignidade humana. A experiência dos santos e o exemplo das suas inúmeras obras a serviço do próximo constituem um estímulo e uma luz para as iniciativas libertadoras que hoje se impõem”14, talvez com mais urgência que em outras épocas.

A fé em Cristo move‑nos a sentir‑nos solidários com os outros homens nos seus problemas e carências, na sua ignorância e falta de recursos econômicos. Esta solidariedade não é um “sentimento superficial pelos males de tantas pessoas que estão perto ou longe”, mas “a determinação firme e perseverante de empenhar‑se pelo bem comum; quer dizer, pelo bem de todos e cada um, para que todos sejamos verdadeiramente responsáveis por todos”15.

A fé leva‑nos a sentir um profundo respeito pelas pessoas, por todas as pessoas, a nunca permanecer indiferentes diante das necessidades alheias: Curai os doentes, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demônios... O seguimento de Cristo manifestar‑se‑á em obras de justiça e de misericórdia, no interesse por conhecer os princípios da doutrina social da Igreja e por levá‑los à prática em primeiro lugar no nosso próprio ambiente.

De cada um de nós deveria poder‑se dizer no final da vida que, como Jesus Cristo, passou fazendo o bem16: na família, com os colegas de trabalho, com os amigos, com aqueles que encontramos casualmente. “Os discípulos de Jesus Cristo devem ser semeadores de fraternidade em todo o momento e em todas as circunstâncias da vida. Quando um homem ou uma mulher vivem intensamente o espírito cristão, todas as suas atividades e relações refletem e comunicam a caridade de Deus e os bens do Reino. É necessário que os cristãos saibam colocar nas suas relações cotidianas de família, amizade, vizinhança, trabalho e descanso, o selo do amor cristão que é simplicidade, veracidade, fidelidade, mansidão, generosidade, solidariedade e alegria”17.

(1) Cfr. Mt 9, 38; Jo 4, 38; Mt 22, 3; (2) Lc 10, 16; (3) Jo 20, 21; (4) cfr. Conc. Vat. II, Const. Lumen gentium, 3; (5) Mt 10, 7‑15; (6) cfr. Mc 16, 15; Mt 28, 18‑20; (7) Bento XV, Enc. Humani generis Redemptionem, 15‑VI‑1917; (8) Conc. Vat. II Decr. Apostolicam actuositatem, 2; (9) Josemaría Escrivá, Amar a Igreja, Prumo‑Rei dos Livros, Lisboa, 1990, pág. 53; (10) Jo 10, 10; (11) J. M. Casciaro, Jesucristo y la sociedad política, 3ª ed., Palabra, Madrid, 1973, pág. 114; (12) S. C. para a doutrina da fé, Instr. Liberdade cristã e libertação, 22‑III‑1986, 60; (13) 2 Cor 5, 14; (14) S. C. para a doutrina da fé, op. cit., 57; (15) João Paulo II, Enc. Sollicitudo rei socialis, 3‑XII‑1987, 38; (16) cfr. At 10, 38; (17) Conferência Episcopal Espanhola, Instr. Los católicos en la vida pública, 22‑IV‑1986, 111.

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