Espanhol Alemão Português ---- Português Português Português Português Português Português Português Português Notícia Mais Vendidos Familia y Educación Padres Familia Vida en Pareja Desarrollo Personal Educación Afectivo Sexual Comportamiento Social Por Edades 0 a 6 7 a 12 Adolescentes Espiritualidad Jesucristo Virgen María Oración y Vida Cristiana Liturgia y Devociones Papa Francisco Benedicto XVI Juan Pablo II San Josemaría Teología Sacerdocio Historia de la Iglesia Para Niños Adviento y Navidad Cuaresma, Semana Santa y Pascua Biografías Histórica Testimonios Religiosa y Espiritual Humanidades Historia Ensayo Filosofía Antropología Psicología Arte Ética Manuales Literatura Narrativa Contemporánea Novela Histórica Infantil y Juvenil Primeros lectores A partir de 7 años A partir de 10 años A partir de 12 años Juvenil La Fe para Niños Mundo y Sociedad Hoy Tiempo Libre Familia y Educación Espiritualidad y Teología Infantil y Juvenil Narrativa Pensamiento Revistas Catálogos Autores Suscripciones Colecciones Catequesis parroquial y familiar Con Él Cuadernos Palabra dBolsillo Documentos MC Estudios Palabra Grandes obras Hablar con Dios Hablar con Dios. Cartoné Libros Palabra Libros reportaje Palabra hoy Pelícano Testimonios Varios títulos edu.com Educación y familia Guías para educar Guías pedagógicas Hacer Familia Tiempo libre Astor Jr Astor Nova La Mochila de Astor Libros ilustrados Multimedia Paso a paso Se llamaba La Mochila de Astor. Serie negra La Mochila de Astor. Serie roja La Mochila de Astor. Serie verde Arcaduz Astor Biografías juveniles Novel Roman Albatros Argumentos para el siglo XXI Ayer y hoy de la historia Biblioteca Palabra Mundo y cristianismo Revista Hacer Familia Revista Mundo Cristiano Revista Palabra Revistas Palabra Hacer Familia Mundo Cristiano Libros dBolsillo Con Él Hablar con Dios Ediciones Palabra

Palabra

Francisco Fernández-Carvajal Hablar con Dios Meditação diária Meditação principal Calendário Comprar Papel Digital Subscrição Números Soltos Língua (Language) Espanhol Espanhol Alemão Alemão Português Português facebook twitter
Libros
Materias

TEMPO COMUM. TRIGÉSIMA QUARTA SEMANA. SÁBADO

97. A CAMINHO DA CASA DO PAI

– O desejo de alcançar o Céu.

– A “divinização” da alma, das suas potências e do corpo glorioso.

– A glória acidental.

I. E MOSTROU-ME UM RIO de água viva, claro como cristal, que saía do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da praça e de um lado e do outro do rio, estava a árvore da vida, que dava doze frutos, cada um no seu mês [...]. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão. E verão a sua face; e trarão o seu nome gravado sobre as suas frontes1. A Sagrada Escritura acaba onde começou: no Paraíso. E as leituras deste último dia do ano litúrgico indicam-nos o fim do nosso caminhar aqui na terra: a Casa do Pai, nossa morada definitiva.

Mediante símbolos, o Apocalipse revela-nos a realidade da vida eterna, na qual serão satisfeitos os anelos do homem: a visão de Deus e a felicidade sem fim. São João descreve-nos nesta Leitura o que hão de encontrar aqueles que foram fiéis nesta vida: a água é o símbolo do Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho e é representado por um rio que brota do trono de Deus e do Cordeiro. O nome de Deus na fronte dos eleitos significa que eles pertencem a Deus2. No Céu já não haverá noite: não haverá necessidade de luz da lâmpada, nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumiará, e eles reinarão pelos séculos dos séculos3.

A morte dos filhos de Deus será somente um passo prévio, a condição indispensável para se reunirem com seu Pai-Deus e permanecerem com Ele por toda a eternidade. Junto dEle, já não haverá noite. À medida que formos crescendo no sentido da filiação divina, perderemos o medo à morte, porque iremos sentindo cada vez mais intensamente o desejo de encontrar-nos com o nosso Pai, que nos espera. Esta vida é somente um caminho para Ele; “por isso, é necessário viver e trabalhar no tempo abrigando no coração a nostalgia do Céu”4.

Muitos homens, no entanto, não têm no coração esta “nostalgia do Céu”, porque se consideram satisfeitos com a sua prosperidade e conforto material e sentem-se como se estivessem em casa própria e definitiva, esquecendo que não temos aqui morada permanente5 e que o nosso coração foi feito para os bens eternos. Encolheram o coração e encheram-no de coisas de pouco valor, que terão que deixar em breve.

Nós, os cristãos, amamos a vida e tudo o que nela encontramos de nobre: amizade, trabalho, alegria, amor humano. Não podemos, pois, surpreender-nos se, no momento em que tivermos que deixar este mundo, viermos a experimentar um certo temor e desassossego, pois o corpo e a alma foram criados por Deus para estarem unidos e a única experiência que temos é a deste mundo. No entanto, a fé dar-nos-á o consolo inefável de saber que a vida não é tirada, mas transformada; e, desfeito o nosso corpo terreno, é-nos dada no céu uma morada eterna6. Espera-nos a Vida.

Os filhos de Deus ficarão maravilhados ao verem na glória todas as perfeições de seu Pai, das quais tiveram apenas uma antecipação na terra. E sentir-se-ão plenamente em casa, na sua morada definitiva, no seio da Santíssima Trindade7.

Por isso, podemos exclamar: “Mas se nós não morremos! Mudamos de casa e nada mais. Com a fé e o amor, nós os cristãos temos esta esperança; uma esperança certa. A morte não é mais do que um até logo. Deveríamos morrer despedindo-nos assim: até logo!”8

II. OS SANTOS do Deus altíssimo receberão o reino e entrarão na sua posse por todos os séculos dos séculos9.

No Céu, tudo nos há de parecer inteiramente jovem e novo, de uma novidade tão impressionante que o antigo universo terá desaparecido como um livro que se enrola10. No entanto, não sentiremos estranheza. O Céu será a morada que mesmo o coração mais depravado sempre desejou no âmago do seu ser. Será a nova comunidade dos filhos de Deus, que terão alcançado por fim a plenitude da sua adoção. Estaremos com novos corações e vontades novas, com os nossos corpos transfigurados depois da ressurreição.

E esta felicidade em Deus não excluirá as relações pessoais genuínas. “No Céu há lugar para todos os amores humanos verdadeiros, autenticamente pessoais: o amor dos esposos, o amor entre pais e filhos, a amizade, o parentesco, a nobre camaradagem... Vamos todos caminhando pela vida e, à medida que os anos passam, são cada vez mais numerosos os seres queridos que nos esperam do outro lado da barreira da morte. Esta converte-se numa realidade menos temerosa, até alegre, quando vamos sendo capazes de perceber que é a porta do nosso verdadeiro lar, onde nos esperam aqueles que nos precederam marcados com o sinal da fé. O nosso lar comum não é um túmulo frio; é o seio de Deus”11.

Custa-nos imaginar o que será a nossa vida no Céu, em companhia do nosso Pai-Deus, porque nesta vida os pontos de referência que podemos achar são de uma pobreza desoladora. O Antigo Testamento descreve a vida no Céu evocando a terra prometida, onde não haverá sede e cansaço, mas superabundância de bens. Não padecerão fome, nem terão sede, e não os afligirão o calor nem o sol, porque Aquele que tem compaixão deles os governará e os levará às fontes das águas12. Jesus, em quem a Revelação chega à plenitude, insiste repetidas vezes nesta felicidade perfeita e interminável. A sua mensagem é de alegria e de esperança neste mundo e naquele que está por vir.

A alma e as suas potências, bem como o corpo depois da ressurreição, ficarão como que divinizados, sem que isso suprima a diferença infinita entre a criatura e o seu Criador.

Além de contemplarem a Deus tal como é em si mesmo, os bem-aventurados conhecem em Deus, de modo perfeitíssimo, as criaturas especialmente relacionadas com eles, e deste conhecimento obtêm também uma alegria imensa. São Tomás afirma que os bem-aventurados conhecem em Cristo tudo o que diz respeito à beleza e à integridade do mundo enquanto parte do universo. Por serem membros da comunidade humana, conhecem também tudo o que foi objeto do seu carinho ou interesse na terra. E, como criaturas elevadas à ordem da graça, têm um conhecimento claro das verdades da fé relativas à salvação: a encarnação do Senhor, a maternidade divina de Maria, a Igreja, a graça e os sacramentos13.

“Pensa como é grato a Deus Nosso Senhor o incenso que se queima em sua honra; pensa também quão pouco valem as coisas da terra que, mal começam, já acabam...

“Pelo contrário, um grande Amor te espera no Céu: sem traições, sem enganos: todo o amor, toda a beleza, toda a grandeza, toda a ciência...! E sem enjoar: saciar-te-á sem saciar”14.

III. NO CÉU, veremos a Deus e nEle teremos uma felicidade infinita, conforme a santidade e os méritos adquiridos nesta terra. Mas a misericórdia de Deus é tão grande, é tanta a sua generosidade, que quis que os seus eleitos encontrassem também no Céu um novo motivo de felicidade nos legítimos bens criados a que o homem aspira; é o que os teólogos chamam glória acidental.

Incluem-se nesta bem-aventurança a companhia de Jesus Cristo, a quem veremos glorioso e que reconheceremos depois de tantos momentos de conversa com Ele na nossa oração, depois de tantas Comunhões..., a companhia da Virgem Maria, nossa Mãe, de São José, dos Anjos – em particular do nosso Anjo da Guarda – e de todos os santos. Experimentaremos uma especial alegria ao encontrarmos aqueles que mais amamos na terra: pais, irmãos, parentes, amigos..., pessoas que influíram de uma maneira decisiva na nossa salvação...

Além disso, como cada homem, cada mulher, conserva a sua própria individualidade e as suas faculdades intelectuais, também seremos capazes de adquirir outros conhecimentos, servindo-nos das nossas potências15. Por isso, será motivo de alegria a chegada de novas almas ao Céu, o progresso espiritual das pessoas queridas que ficaram na terra, o fruto dos nossos trabalhos apostólicos ao longo da vida, a fecundidade sobrenatural das contrariedades e dificuldades enfrentadas no serviço ao Mestre... Esta glória acidental irá aumentando até o dia do Juízo final16. E depois do Juízo universal, acrescentar-se-á a tudo isso a posse do nosso corpo, ressuscitado e glorioso.

É bom e necessário fomentar a esperança do Céu: consola-nos nos momentos mais duros e ajuda-nos a manter firme a virtude da fidelidade. É tanto o que nos espera dentro de pouco tempo que se entendem muito bem as contínuas advertências do Senhor para que permaneçamos vigilantes e não nos deixemos envolver pelos assuntos da terra de tal maneira que esqueçamos os do Céu. No Evangelho da Missa17, o último do ano litúrgico, Jesus diz-nos: Velai, pois, para que não suceda que os vossos corações se embotem pelos excessos do comer e do beber, e pelos cuidados desta vida, e para que aquele dia não vos apanhe de surpresa... Vigiai, pois..., para que possais manter-vos de pé diante do Filho do homem.

Pensemos com freqüência nestas outras palavras do Senhor: Vou preparar-vos um lugar18. No Céu, temos a nossa casa definitiva, muito perto de Jesus e de sua Mãe Santíssima. Aqui estamos só de passagem. “E quando chegar o momento de rendermos a nossa alma a Deus, não teremos medo da morte. A morte será para nós uma mudança de casa. Virá quando Deus quiser, mas será uma libertação, o princípio da Vida com maiúscula. Vita mutatur, non tollitur (Prefácio I de defuntos) [...]. A vida não nos é tirada, mas transformada. Começaremos a viver de um modo novo, muito unidos à Santíssima Virgem, para adorar eternamente a Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, que é o prêmio que nos está reservado”19.

Amanhã começa o Advento, o tempo da espera e da esperança. Esperemos Jesus permanecendo muito perto de Maria.

(1) Apoc 22, 1-6; Primeira leitura da Missa do sábado da trigésima quarta semana do Tempo Comum, ano II; (2) cfr. Sagrada Bíblia, vol. XII, Apocalipse; (3) Apoc 22, 5; (4) João Paulo II, Alocução, 22.10.85; (5) Hebr 13, 14; (6) Missal Romano, Prefácio de defuntos; (7) cfr. B. Perquin, Abba, Padre, pág. 343; (8) Bem-aventurado Josemaría Escrivá, em Folha informativa, n. I, pág. 5; (9) Dan 7, 18; Primeira leitura do sábado da trigésima quarta semana do Tempo Comum, ano I; (10) Apoc 6, 14; (11) Camilo Lopez-Pardo, Sobre la vida y la muerte, Rialp, Madrid, 1973, pág. 358; (12) Is 49, 10; (13) cfr. São Tomás de Aquino, Suma teológica, I, q. 89, a. 8; (14) Bem-aventurado Josemaría Escrivá, Forja, n. 995; (15) cfr. São Tomás de Aquino, Suma teológica, I, q. 89, ad 1, ad 3, aa. 5 e 6; III, q. 67, a. 2; (16) cfr. Catecismo Romano, I, 13, n. 8; (17) Lc 21, 34-36; (18) Jo 14, 2; (19) Alvaro del Portillo, Homilia, 15.08.89, em Romana, n. 9, 7.12.89, pág. 243.

* Edições Palavra (detentor dos direitos de autor) nos autorizou a difundir a meditação diária para usuários específicos para seu uso pessoal, e não quero a sua distribuição por fotocópia ou outras formas de distribuição.